Pode o planejamento urbano ser uma ferramenta de justiça social? Neste episódio a arquiteta Viviane Lanfranchi Vaz presta uma homenagem profunda ao mestre Cândido Malta, o urbanista que colocou as pessoas acima do lucro.
Viviane destaca como os Planos de Bairro e a Unidade Ambiental de Moradia devolvem o protagonismo ao cidadão, transformando o bairro no "território tangível" onde o Direito à Cidade se concretiza. Relembrando marcos históricos como Itapecerica da Serra — o primeiro plano de bairro aprovado por lei — e a experiência participativa em Perus, o debate revela que o planejamento popular é o antídoto contra a especulação imobiliária.
Descubra como o legado de Malta, que contribuiu na elaboração dos capítulos urbanos (182 e 183) da Constituição de 1988, ensina que o futuro das cidades depende da participação ativa e da governança local.
Sua rua reflete seus sonhos ou apenas o valor do solo? Ouça agora este tributo essencial e entenda por que a cidade deve pertencer a quem nela vive!
Sobre a Convidada
Viviane Lanfranchi Vaz, é arquiteta e urbanista formada pela UNESP. Ela possui uma trajetória profissional profundamente ligada ao legado de Cândido Malta, com quem começou a trabalhar em 1995, ainda como estagiária, mantendo uma parceria que durou 30 anos.
Ao longo de sua carreira, Viviane atuou em diversos projetos de relevância no planejamento urbano e na arquitetura.
Questão Problematizadora
Como garantir que o planejamento urbano deixe de ser um instrumento a serviço da especulação imobiliária e da lógica neoliberal para se tornar uma prática efetiva de "Direito à Cidade"?
Como Citar
CIDADES DE FATO. “Episódio 166 - Urbanismo para as Pessoas – O Legado de Cândido Malta". [Entrevistada: VAZ, Viviane Lanfranchi] - [Entrevistador: BAZZOLI, J.A]. 07 jun 2026 (Spotify/Cidades de Fato). Disponível em:












