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Urbanismo Para as Pessoas - O Legado de Cândido Malta (EP166)

Pode o planejamento urbano ser uma ferramenta de justiça social? Neste episódio a arquiteta Viviane Lanfranchi Vaz presta uma homenagem profunda ao mestre Cândido Malta, o urbanista que colocou as pessoas acima do lucro.
Viviane destaca como os Planos de Bairro e a Unidade Ambiental de Moradia devolvem o protagonismo ao cidadão, transformando o bairro no "território tangível" onde o Direito à Cidade se concretiza. Relembrando marcos históricos como Itapecerica da Serra — o primeiro plano de bairro aprovado por lei — e a experiência participativa em Perus, o debate revela que o planejamento popular é o antídoto contra a especulação imobiliária.
Descubra como o legado de Malta, que contribuiu na elaboração dos capítulos urbanos (182 e 183) da Constituição de 1988, ensina que o futuro das cidades depende da participação ativa e da governança local.
Sua rua reflete seus sonhos ou apenas o valor do solo? Ouça agora este tributo essencial e entenda por que a cidade deve pertencer a quem nela vive!

 

Sobre a Convidada

Viviane Lanfranchi Vaz, é arquiteta e urbanista formada pela UNESP. Ela possui uma trajetória profissional profundamente ligada ao legado de Cândido Malta, com quem começou a trabalhar em 1995, ainda como estagiária, mantendo uma parceria que durou 30 anos.
Ao longo de sua carreira, Viviane atuou em diversos projetos de relevância no planejamento urbano e na arquitetura.

Questão Problematizadora

Como garantir que o planejamento urbano deixe de ser um instrumento a serviço da especulação imobiliária e da lógica neoliberal para se tornar uma prática efetiva de "Direito à Cidade"?

Como Citar

CIDADES DE FATO. “Episódio 166 - Urbanismo para as Pessoas – O Legado de Cândido Malta". [Entrevistada: VAZ, Viviane Lanfranchi] -  [Entrevistador: BAZZOLI, J.A]. 07 jun 2026 (Spotify/Cidades de Fato). Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1179868

 

Campanha da Fraternidade e o Direito à Moradia (EP165)

A casa é apenas um teto ou a base da identidade humana? Neste episódio o arcebispo de Palmas, Dom Pedro Guimarães, aborda a moradia como a "porta de entrada" para todos os direitos fundamentais, como saúde, segurança e educação. Em um debate contundente sobre a Campanha da Fraternidade 2026, ele aplica o conceito de "pecado social" e fala da indiferença diante de um déficit habitacional que afeta milhões de brasileiros. Com foco na realidade das periferias, Dom Pedro critica o modelo urbano que prioriza "vazios" centrais e empurra a população para as margens, privando-a do direito à cidade e ao lazer. Para o arcebispo, a fé deve se traduzir em pressão política por terra, teto e trabalho. Do simbolismo do "Cristo Sem Teto" à urgência de cidades menos excludentes, o convidado provoca: como entender uma sociedade que nega o essencial ao irmão?. Quer entender por que o planejamento urbano é uma questão de justiça e fé? Ouça agora este episódio e descubra como transformar a indignação em ação social!
 

         
Pedro Brito Guimarães - bispo católico brasileiro. Piauiense. Foi o terceiro bispo de São Raimundo Nonato, no Piauí, e é o atual arcebispo de Palmas, no Tocantins. Graduado em filosofia e teologia. Foi professor e vice-reitor do seminário sagrado de jesus. Mestre e Doutor em teologia dogmática. Foi membro da Comissão Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação Intereclesial da CNBB. Foi Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB, entre outras atividades eclesiásticas. É atualmente presidente da regional norte 3 da CNBB, representando o Tocantins e Conceição do Araguaia no Pará, composta por 7 dioceses, além de várias outras atividades eclesiásticas.

Como Citar:
CIDADES DE FATO. “Episódio 165 - Campanha da Fraternidade e o Direito à Moradia". [Entrevistado: GUIMARÃES, Pedro Brito] -  [Entrevistador: BAZZOLI, J.A]. 24 mai 2026 (Spotify/Cidades de Fato). Disponível em: http://educapes.capes.gov.br/handle/capes/1178956


 

Planos de Bairro - A Revolução do Cotidiano e o Fortalecimento da Democracia Urbana - Criação de uma Rede Nacional (EP154)

Este episódio traz luz a um instrumento estratégico de planejamento urbano participativo: os Planos de Bairro. Em contraste com a lógica vertical e centralizada que frequentemente gera desigualdades, esses planos surgem da base comunitária para dar voz às pessoas e tratar das questões urgentes do cotidiano. Os Planos de Bairro garantem uma participação popular que seja não apenas consultiva, mas sim efetiva e deliberativa, transformando profundamente o modo de planejar, ao focar a escala local e humana. Para difundir, aprofundar e ampliar esta discussão temática existe uma Rede Nacional de Planos de Bairro. Esta rede nasceu com o objetivo de mapear, aproximar e unificar iniciativas locais em todo o Brasil. O trabalho da rede entrelaça-se com o aprofundamento e a ampliação da discussão, por meio de reuniões constantes e intensas para debater este importante tema. Entre sua produção, destacam-se a realização de lives e mais recentemente a publicação dos Anais do Simpósio, que originou a rede, um rico produto por promover o registro acadêmico e a disputa de narrativa. Você já se sentiu invisível no planejamento de sua cidade? Descubra neste episódio como a escala local pode salvar e reinventar o espaço urbano, trazendo as reais demandas e a esperança do orçamento público chegar ao seu bairro.


 

Vídeo: https://youtu.be/IgS2Q22C8J0?si=6VlaZoXLtxW5f8QT
 

 Mauro Claro, Bruna Cavalcante, Fernanda Abreu, Layane Nunes, Thaline Rocha.

Cultura Popular - Batalhas de Rima em Palmas (TO) (EP153)

Neste episódio discutimos a relevância cultural das batalhas de rima em Palmas, Tocantins, com os entrevistados Charles de Jesus Teixeira e Felipe Clive Santos Oliveira. As batalhas de rap, uma manifestação da cultura hip hop, surgida nas periferias, são definidas como competições de improviso, servindo como um importante espaço de expressão cultural, resistência e crítica social. Para os jovens, principalmente os periféricos, a comunidade negra e outros movimentos, a manifestação cultural é vital. As batalhas promovem o desenvolvimento da autoestima, do senso crítico, do letramento racial e de habilidades intelectuais, atuando como um meio de afastar a juventude de atividades negativas. Charles e Felipe enfatizam que essa arte gerou maior empoderamento e liberdade de expressão para eles. O movimento é intrinsecamente ligado ao direito à cidade. As batalhas, que acontecem em diversos pontos, em Palmas-TO, como o Ginásio do Taquaralto, Praça da 116 e o Espaço Cultural, entre outros, buscam ocupar espaços físicos e simbólicos. As vivências de luta expressas nas rimas demonstram a ausência de políticas públicas. Consideradas "vozes urbanas" e arenas de transformação social, as batalhas visam a construção de uma cidade mais autêntica e consciente, promovendo a integração e inclusão, já que são um debate e uma troca de ideologias que chegam a diferentes regiões da cidade. A crescente participação de famílias e crianças reforça a evolução e o impacto positivo do movimento.


Vídeo: https://youtu.be/h6pUjKVlrf0
 

Charles de jesus Teixeira trabalho no CLT como extrusor de máquinas e está na cena hip Hop há 3 anos, fazendo batalha de rimas nas praças e projetos sociais, as batalhas acontecem em Palmas-TO no ginásio de Taquaralto, na praça da 1106, no (ppi) parque dos povos indígena, feira do bosque, praça do Jardim Taquari.


Felippe Klayv Santos Oliveira, 23 anos, Artista independente há 5 anos, Produtor vocal há 3 anos, criador da Wav.eBOO, está na cena do hip-hop há 3 anos também, Mc de batalha, organizador da Batalha das MIL junto de Carlão, Zetta, Dabliob e Sant, mas também cria da BDI, BDC,BDB,BDCrias e BDG(batalhas de Palmas).


Planos de Bairro - A Chave Para Cidades Mais Justas e Participativas (EP148)

 

As arquitetas urbanistas Layane e Beatriz falam sobre a experiência da universidade no desenvolvimento de planos de bairro em Maringá, destacando a atuação da academia e da comunidade. Embora o trabalho tenha começado há três anos pela universidade sem parceria inicial da gestão pública, ele reacendeu a força da população em dois bairros específicos, gerando visibilidade. As convidadas apontam que o verdadeiro plano de bairro deve ser "bottom-up" (de baixo para cima), partindo dos territórios e construído coletivamente, um entendimento ainda distante para o poder público. Finalizam apontando que a universidade tem um papel fundamental na formação de futuros profissionais sensibilizados e na conscientização da comunidade sobre seus direitos. 


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Vídeo: https://youtu.be/aIcXTytdHC4
 

Layane Alves Nunes é Doutora em Arquitetura e Urbanismo pelo IAU-USP, mestre em Engenharia Urbana pela Universidade Estadual de Maringá. Professora adjunta no Departamento de Arquitetura e Urbanismo (UEM). Membro do grupo de pesquisa do Laboratório de Urbanismo Regional (LURE). Coordenadora Adjunta do núcleo Maringá do BRCidades. 
 

Beatriz Fleury e Silva é Professora Adjunta do curso de graduação em Arquitetura e Urbanismo da Universidade Estadual de Maringá - UEM. Membro do Programa Associado de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo - PPU UEM/UEL. Doutora em Habitat pela FAU/USP e Mestre em Engenharia Urbana pela UFSCar. Líder do grupo de pesquisa LAPHA - Laboratório de Pesquisa em Habitação e Assentamentos Humanos (UEM) desde 2011. Coordenadora do núcleo Maringá do BRCidades.

Mobilidade Urbana - Essencial na Discussão das Cidades (EP141)

 

Neste episódio, a convidada Jessica Lima, professora da Universidade Federal de Alagoas, fala sobre temas essenciais da mobilidade urbana. Desvenda a inclusão da velocidade efetiva social nas políticas públicas de mobilidade, detalhando essa métrica e o impacto dela na vida das pessoas.
Trata do transporte público de passageiros, analisando o seu modelo remuneratório, transparência, influência no planejamento urbano e sistema de cobrança. Discorre sobre os desafios para suplantar paradigmas tradicionais, como a prioridade excessiva do carro e o esquecimento da bicicleta. Finalmente, busca compartilhar sua perspectiva sobre a tarifa zero, abordando se esta é uma utopia ou uma realidade alcançável para a mobilidade urbana.



É professora Adjunto III da Universidade Federal de Alagoas. Possui doutorado (2020) e mestrado (2016) em Engenharia Civil, área de Transportes e Gestão das Infraestruturas Urbanas na Universidade Federal de Pernambuco. É graduada em Engenharia de Produção (2013) pela Universidade Federal de Pernambuco e em Engenharia Civil (2019) pela Universidade Maurício de Nassau. Entre novembro de 2022 e abril de 2024 realizou estágio de pós-doutorado na UFABC. É revisora das revistas Journal of Transport Geography e Revista Transportes. Foi considerada uma das 21 mulheres mais influentes da mobilidade pela empresa Vulog. Atua em pesquisa na área de Transportes, com ênfase em Economia dos Transportes, atuando principalmente nos seguintes temas: acessibilidade, inclusão social, motocicleta, gênero, tempo de deslocamento ao trabalho, mobilidade, polo gerador de viagens. Produz conteúdo para divulgação e popularização de pesquisas e estudos sobre transportes e mobilidade urbana no Instagram e Podcast @atransportista. Mãe em 2022.

Participação Popular no Território (EP138)

Neste episódio, André Pasti, professor da UFABC, fala sobre aspectos da participação popular no território. Mostra pontos relevantes de um curso de extensão em andamento, destacando sua intrínseca conexão com o território. Aponta que o curso pretende mostrar como fazer participação popular e fala do contexto de fragilidade e ataques à democracia, André pondera sobre a necessidade urgente de recuperar a capacidade de promover a participação popular, enfatizando a importância de práticas, metodologias e formas eficazes de organizar processos participativos. Aborda acerca do desestímulo da população, entendendo a dificuldade dela em enxergar resultados tangíveis na participação, e concorda que este seja um desafio significativo. Por fim, o diálogo explora a interconexão vital entre educação e participação popular, ressaltando o papel fundamental da educação na formação de cidadãos conscientes e ativos na sociedade.


Professor de Planejamento Territorial e Ciências Humanas na UFABC. Doutor em Geografia Humana pela USP, geógrafo e mestre em Geografia pela Unicamp. Lidera o TERRITORIAL – Grupo de Pesquisa Território Praticado, Conjuntura e Tecnopolítica na América Latina e é pesquisador associado do CEFAVELA – Centro de Estudos da Favela. Rede Latino-Americana de Participação Popular em Políticas Públicas.

 

A Rede Nacional BrCidades e a Reforma Urbana Popular (EP137)


Este terceiro episódio da edição especial do podcast Cidades de Fato, gravada durante o XXI ENANPUR, em Curitiba (PR), entre os dias 19 e 2 3 de maio de 2025, (Parceria ANPUR/CIDADES DE FATO), traz uma conversa com a urbanista Ermínia Maricato, professora emérita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP), fundadora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab) e da rede nacional BrCidades. Na entrevista, Maricato comenta sobre a reunião da rede nacional BrCidades pautada no XXI Encontro Nacional da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ENANPUR), aponta os pontos convergentes dos debates que fortalecem o tema escolhido - para o IV Fórum BrCidades - Reforma Urbana Popular. Este Fórum acontece de 01 a 03 de agosto em Guararema, São Paulo.


Vídeo  CANAL YOUTUBE ANPUR: https://youtu.be/PUzaVw5N4n4

É arquiteta, urbanista, professora, pesquisadora e ativista brasileira. É reconhecida por seu trabalho no campo do urbanismo à nível nacional e internacional e por sua luta pela Reforma Urbana no Brasil, que a levou a ocupar cargos públicos, tendo participado ativamente da criação do Ministério das Cidades. Professora emérita da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e Design da Universidade de São Paulo (FAU-USP), fundadora do Laboratório de Habitação e Assentamentos Humanos (LabHab).
 

Periferias - Novas Perspectivas (EP136)


Neste segundo episódio da edição especial do podcast Cidades de Fato, gravada durante o XXI ENANPUR, em Curitiba (PR), entre os dias 19 e 23 de maio de 2025, traz uma conversa com Flávio Tavares da Secretaria Nacional de Periferias (SNP) do Ministério das Cidades. Na entrevista, Flávio fala sobre "as principais ações da SNP", destaca a urbanização de assentamentos precários, regularização fundiária, entre outras. Trata do programa "Periferia Viva", que visa aprimorar o planejamento territorial e promover o desenvolvimento sustentável nas periferias urbanas brasileiras.

Vídeo: https://youtu.be/Sc7xc1w26qM

Urbanista (UFPB e ETSA/US), com mestrado em Desenvolvimento Urbano (MDU/UFPE). Atualmente ocupa o cargo de Coordenador-geral de Articulação e Planejamento da Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades. Entre 2017 e 2020 foi Secretário de Planejamento de Conde/PB. Em 2019 foi reconhecido por sua atuação na Gestão Pública com o Prêmio FNA 2019 - Arquiteto do Ano e em 2020 teve um dos seus programas na Secretaria reconhecido como a terceira melhor iniciativa das gestões públicas municipais do Brasil com o Prêmio Municiência.


Plano Diretor e Habitação (EP135)

 
Neste episódio o Arquiteto Urbanista Lino Peres fala sobre suas publicações recentes: Confrontos na cidade: luta pelo plano diretor nos 20 anos do Estatuto da cidade e Crítica da política habitacional: as lutas por moradia em Santa Catarina. Discute os conflitos de interesses nas elaborações e revisões dos planos diretores, as relações de disputa entre os movimentos sociais e o poder público influenciado pelo setor privado. Revela que o plano diretor é um campo de disputa e os confrontos permeiam as diferentes visões acerca do urbano especialmente no estabelecimento da garantia da gestão democrática da cidade. Interrelaciona o contexto urbano a habitação de interesse social tecendo críticas aos formatos atuais de gestão municipal.  


Arquiteto urbanista, mestre em Arquitetura e doutor em Urbanismo pela da Universidade Nacional Autônoma do México. Professor aposentado do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal de Santa Catarina e do Programa de Pós-Graduação - Urbanismo, História e Arquitetura da Cidade. Tem registro de intensa atividade em várias áreas como mobilidade urbana, regularização fundiária, planejamento urbano, habitação de interesse social e plano diretor, entre outras. É membro da rede nacional BRCidades-SC e do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU). Tem vários livros e artigos publicados e vamos destacar para a nossa conversa de hoje a publicação Confrontos na cidade: luta pelo plano diretor nos 20 anos do Estatuto da cidade e Crítica da política habitacional: as lutas por moradia em Santa Catarina.

Plano de Bairro / Aureny IV - A Voz da Comunidade na Construção Urbana de Palmas (EP134)



 Neste episódio reunimos a equipe de alunos que estão realizando atividades no componente curricular Seminário Interdisciplinares do Curso de Direito, da Universidade Federal do Tocantins (UFT) e a Wânia Máritha, presidente da Associação de Moradores do Aureny IV, para falar do projeto de extensão que está transformando a maneira de pensar o planejamento urbano na capital tocantinense, o Plano de Bairro.




Pedagoga
Líder Comunitária 
Presidente da Associação dos Moradores do Bairro Jardim AURENY IV pelo segundo mandato.

A Redefinição das Dinâmicas Territoriais a Partir dos Ilegais, dos Informais e dos Ilícitos (EP133)

 
Está no ar a edição especial do podcast Cidades de Fato, gravada durante o XXI ENANPUR, em Curitiba (PR), entre os dias 19 e 23 de maio de 2025.
A série reúne entrevistas com especialistas convidados(as) para o encontro promovido pela Associação Nacional de Pós-graduação e Pesquisa em Planejamento Urbano e Regional (ANPUR). 
Neste primeiro episódio da série, Bazzoli conversa com a urbanista Raquel Rolnik.
Na entrevista, Rolnik comenta as discussões realizadas na mesa redonda “A redefinição das dinâmicas territoriais a partir dos ilegais, dos informais e dos ilícitos”, destacando o momento de transição que vivemos e a importância do pensamento e da pesquisa para criar uma nova realidade.



Professora Titular da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo e prefeita do Campus Butantã da USP. É docente e pesquisadora no campo da arquitetura e urbanismo, sendo atualmente Coordenadora do Laboratório Espaço Público e Direito à Cidade - LabCidade da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. Urbanista, foi Diretora de Planejamento da cidade de São Paulo e consultora de cidades brasileiras e latinoamericanas em política urbana e habitacional. Foi também Secretária Nacional de Programas Urbanos do Ministério das Cidades entre 2003 e 2007 e Relatora Internacional do Direito à Moradia Adequada do Conselho de Direitos Humanos da ONU (2008-2014). É autora de livros e artigos sobre a questão urbana e desde 2011, bolsista de produtividade de pesquisa do CNPq.

O Projeto Plano de Bairros / USP - Pensando em Métodos Adequados (EP132)

Neste episódio Karin Regina, pesquisadora responsável e coordenadora do projeto “Elaboração de instrumento para apoio e fomento ao desenvolvimento de planos de bairro no município de São Paulo”, projeto que integra o Programa de Pesquisa em Políticas Públicas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e que está sediado na Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (EPUSP) e desenvolvido em parceria com a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAUUSP), com o apoio do Centro de Estudos da Metrópole (CEM) e a cooperação técnica com a Secretaria Municipal de Urbanismo e Licenciamento (SMUL), vai falar sobre o desenvolvimento do trabalho que pretende gerar um instrumento orientativo para a execução de Plano de Bairros, um componente inserido no Plano Diretor de São Paulo.


Professora da Escola Politécnica da USP na especialidade de planejamento urbano e engenharia urbana. Arquiteta e urbanista pela FAU USP e especialista em gestão ambiental pela Faculdade de Saúde Pública, da USP. Mestre em engenharia de energia sustentável pelo KTH da Suécia, pós-graduada em mobilidade urbana e meio ambiente no Centro das Nações Unidas para o Desenvolvimento Regional (Japão). Doutora em arquitetura e urbanismo pela FAU USP e pós-doutora e professora visitante Fulbright na Cátedra de Cidades Globais na City University of New York. Coordenadora e pesquisadora responsável pelo projeto de pesquisa "Elaboração de instrumento para apoio e fomento ao desenvolvimento de planos de bairro no município de São Paulo", integrante do Programa de Pesquisa em Políticas Públicas (PPPP), da FAPESP.

Reinvente seu Bairro - O Cidadão Como Agente de Transformação (EP131)

Neste episódio o Arquiteto Urbanista Cândido Malta, fala sobre Planos de Bairro e mostra as formas que os bairros devem ser organizados e como essas diferentes organizações afetam a vida da população, dependendo da forma que o planejamento urbano age sobre esses locais, atendendo às necessidades da população. Ele aponta como cada um pode mudar a qualidade de vida em suas cidades começando pelo seu bairro e evidencia a participação da população como elemento fundamental na concepção de Planos de Bairro.


Vídeo: https://youtu.be/kEdcghUKYZg

Arquiteto e urbanista formado na FAU USP em 1959 . Professor Emérito por essa mesma faculdade . Exerce atualmente atividades em seu escritório Urbe Planejamento Urbanismo e Arquitetura SS Ltda .Como atividades acadêmicas tem sido orientador e participante de inúmeras bancas de mestrado e doutorado . Elaborou projetos de arquitetura e urbanismo premiados pelo IAB e em concursos . Elaborou o plano urbanístico de Matupá, o qual implantado no estado de Mato Grosso já conta com cerca de 20 mil habitantes no qual adotou o conceito de unidade de vizinhança para cada um de seus bairros sendo implantados . Isto é: como base de cada um de seus planos de bairro . Foi Secretário de Planejamento da Prefeitura de São Paulo dos Prefeitos Olavo Setúbal e Reynaldo de Barros .Atua também como cofundador no Movimento Defenda São Paulo, onde aplica o conceito de Planos de Bairro.

A Moradia Como Base Estruturante Para a População em Situação de Rua (EP130)


Neste episódio Luiz Kohara, pós-doutor em sociologia urbana, fala sobre o livro: A moradia como base estruturante para a vida e a inclusão social da população em situação de rua. Ele chama a atenção para esse cenário que aponta um aumento significativo do contingente de pessoas que passaram a viver em situação de rua na cidade de São Paulo, atualmente em mais de 96 mil pessoas, população maior que muitas cidades brasileiras. O trabalho denuncia a ausência e falta de mobilidade do poder público para o problema habitacional para a população em situação de rua e aponta como uns dos fatores que explicam esse cenário o valor exagerado do aluguel e os baixos salários, destaca que a renda tem sido insuficiente para manter uma moradia. O livro não é apenas um documento acadêmico sobre essa população, ele mostra uma dimensão do sofrimento das pessoas, trata das desigualdades e discriminações enfrentadas por homens e mulheres que lutam pelos direitos básicos.


Doutor em arquitetura e urbanismo e pós-doutor em sociologia urbana. Atua como assessor no Centro de Apoio e Assessorias a Iniciativas Sociais (CAIS), Secretário executivo do Centro Gaspar de Direitos Humanos e membro da Pastoral Nacional do Povo de Rua.

Planejamento Urbano - Perspectivas e Escalas (EP129)

 

Neste episódio a Arquiteta Urbanista Cláudia Pires fala sobre as escalas de planejamento urbano e propõe uma reflexão coletiva acerca deste tema. Pontua também, que as necessidades das periferias em nosso país são raramente atendidas no âmbito das políticas públicas, por este motivo do ponto de vista organizativo a escala de bairros tem se apresentado como uma alternativa possível de desenvolvimento territorial e da participação popular mais efetiva, isto com vistas ao exercício e a concepção ao Direito à Cidade.


Arquiteta e Urbanista, Mestre em Geografia pela Universidade Federal de Minas Gerais, Doutora pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo, é Professora e atua na assessoria técnica e como comentarista de urbanismo da Rádio CBN em Belo Horizonte.

Esporte na Periferia - Um Caminho Para a Cidadania (EP128)

 

Neste episódio Marcelo Karloni, geógrafo, fala sobre a iniciativa de esporte na periferia que reúne crianças, jovens e educadores em torno de práticas que vão muito além da atividade física. Argumenta que esta ação fortalece vínculos comunitários, promove disciplina e pertencimento, e afirma o direito ao esporte como parte fundamental do direito à cidade.
Mostra que em um cenário de vulnerabilidades sociais e ausência de políticas públicas efetivas, iniciativas voltadas para o esporte possibilita construir redes de solidariedade e resistência, pensando na formação cidadã e na ocupação positiva dos espaços urbanos.


Professor da Universidade Federal de Alagoas do curso de Arquitetura e Urbanismo, no campus Arapiraca. Tem a sua trajetória marcada pelo compromisso com o desenvolvimento territorial justo e com o fortalecimento das periferias. Integra a Rede BR Cidades do Núcleo Alagoas e a Rede Cidades Sustentáveis - MCCTSS.

Rede Inclusão e Direito à Cidade em Pauta (EP120)

 

Neste Episódio Ion de Andrade, profundo conhecedor da realidade das periferias e da proposta da Rede de Inclusão e Direito à Cidade, uma iniciativa inovadora que visa combater a exclusão social e garantir o acesso à cidadania nas periferias e zonas rurais do Brasil, fala sobre a o funcionamento da Rede, considerando o contexto de desigualdade social e abandono das periferias pelo poder público, levando-se em conta as políticas e ações para promover o desenvolvimento territorial participativo e a sustentabilidade da Rede, com base em exemplos concretos de custos e orçamentos.






Ion de Andrade é médico pediatra e epidemiologista e atualmente professor visitante na Universidade Federal do Rio Grande do Norte. Há mais de trinta anos milita na área do direito à cidade e colabora com projetos locais num dos bairros mais pobres de Natal, Mãe Luiza.

Agenda Como Estratégia Para Fomentar Plano de Bairros (EP109)

 


Neste episódio Karine Corrêa e Renato Rodrigues falam sobre a Agenda Popular pelo Direito à Cidade e mostram que essa atividade se estrutura e se fundamenta na possibilidade de estabelecer um recorte local na cidade e criar alternativas para o exercício democrático do direito à cidade a partir do diálogo participativo objetivando dar voz a população invisibilizada pelo poder público municipal. Pontuam que a Agenda Popular se mostra como uma proposição inédita por apresentar um novo modelo de convergência insurgente que conversa com setores específicos sobre o Plano de Bairros.



Karine Correa
Arquiteta e Urbanista pela Universidade Federal do Tocantins (UFT), mestranda em Desenvolvimento Regional pelo Programa de Pós-graduação em Desenvolvimento Regional (PPGDR) -UFT. Compõe a equipe do Laboratório de Cidades (LabCidades), o grupo de pesquisa Cidade e Meio Ambiente - UFT - e a Secretaria Nacional do BRCidades.

Renato Rodrigues
Estudante de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Tocantins. Atua como pesquisador na área de planejamento urbano , justiça socioambiental e climática , é membro do Grupo Pensamento e Prática no Urbanismo Contemporâneo (PPUC) e do Grupo de Estudos em Desenvolvimento Urbano e Regional (GEDUR). Faz parte do Instituto de Atenção às Cidades (IAC) e compõe o Núcleo Tocantins do Brcidades.

Interseccionalidade, o Direito à Cidade e as Mulheres Negras (EP103)

Neste episódio, Fabiana dos Anjos, da coluna Tecendo Democracias e Territórios do Instituto Brasileiro de Direito Urbanístico (IBDU), fala sobre a Interseccionalidade e o direito à cidade. Trata da segregação racial nas cidades brasileiras, a partir da análise interseccional, considerando os instrumentos legais, os projetos e planejamentos, e observando, que estes não tratam das especificidades de raça, condição que reforça a invisibilização da realidade nas cidades brasileiras.
 


Fabiana dos Anjos Barreto Matos é graduada em Direito pela Universidade Estadual de Feira de Santana, e foi integrante do grupo de pesquisa Territorialidade, Direito e Insurgência da UEFS, também integrante do grupo Direito e Africanidades-UNEB.